terça-feira, 24 de abril de 2012

Sobras de minha existência ... Uma camiseta sufocada no fundo do guarda-roupa para que nenhuma lembrança respire.Fotos,algumas delas gravadas num dvd antigo sem ter meio de apagá-las sem perder o resto. Estão lá, paralisadas em momentos felizes, tradutoras de uma vida que quase foi, trancadas porque o que quase foi não pode atrapalhar o que ainda pode ser. Talvez um fio de cabelo, o último deles, esteja nesse momento sendo varrido e levado pelo vento forte e solitário...
Antes eu ficava feliz porque eu sabia que ele não sentiria tanto calor para dormir e eu poderia ser abraçada de conchinha o tanto que desejasse. Agora é outra que suspira protegida e ri apaixonada de algum provável barulho que ele faça enquanto dorme, jurando na manhã seguinte que não ronca. Saudade não é ex, tampouco amor. Mas a vida da qual abrimos mão por um sonho (ou por um erro) é passado. E de escolhas e de perdas é feita a nossa história.
Não há nada que se possa fazer a não ser carregar por um tempo um peso sufocante de impotência: eu escolhi que aquele fosse o último abraço. Agora é outra que se perde naqueles ombros largos, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto aquele abraço é o lado bom da vida. Da vida que te desemprega mesmo depois de tantas noites em claro e de tanta coisa pra resolver. Da vida que te abre uma porta que você jura ser a certa e nem sempre é. Da vida que te confunde tanto que você quer se afastar de tudo para entendê-la de fora. Da vida que te humilha tanto que você quer se ajoelhar numa igreja. Da vida que te emociona tanto que você não quer pensar. Da vida que te dá um tapa na cara pra você acordar e não tem ninguém pra cuidar do machucado e dizer que vai ficar tudo bem. Da vida que te engana.
Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê-lo. Se fosse uma comédia-romântica-americana, a gente se encontraria daqui a um tempo e eu diria a ele, que mesmo depois de ter conhecido homens que não gritavam quando eu acendia a luz do quarto, que não reclamavam das minhas músicas melódicas, não amavam os amigos acima de, não enchiam a cara até ficar fedendo a álcool msm depois do banho, não tiravam sarro do meu cabelo ruim, não insistiam em classificar meus pés como seres de outro planeta, era ele que eu amava, era ele quem eu queria. E ele me diria que, mesmo depois de ter conhecido mulheres que conheciam tudo e não entupiam o ralo com cabelos, mulheres que bebiam junto e não reclamavam tanto, não demoravam tanto tempo se arrumando, não tinham uma blusa ridícula verde, não eram gordinhas , não cantavam o tempo td, não tinham medo de aranhas, não reclamavam do ar-condicionado e nem odiavam vegetais, era eu quem ele amava, era eu quem ele queria. Mas a realidade é que não gostamos desses tipos de filme fraco com final feliz, gostamos dos europeus “cult” onde na maioria das vezes as pessoas sofrem e perdem, assim como aconteceu com a gente.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

É complicado, ele naum vale nada, mais eu continuo achando que a gente vale a pena...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Assim sou eu. Não sou diversão nem passatempo pra ninguém. Tenho cabeça, coração e me respeito. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Sou isso hoje, amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim. Sou complexo, sou mistura, sou garota, moleca, vilã, mocinha. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar... Não me dôo pela metade, não sou teu meio-amigo nem teu quase-amor, sou tudo ou sou nada. Não suporto meios-termos.
Sou boba, mas não sou burra. Sou ingênua, mas não sou santa. Sou pessoa de riso fácil... e choro fácil também. Sorrio quando quero gritar, canto quando quero chorar; choro quando estou feliz, dou risada quando estou nervosa. Brigo por aquilo que acredito; não levo "não" como resposta quando acredito que existe melhor solução. Não sou difícil, só não sou fácil. Simples assim.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ele...

Sorriso lindo. Olhos apertados. Um jeito meio malandro, meio amigo, meio amor. Um pescoço perfumado. E um peito bom pra encostar e ficar ali dormindo a noite inteira. Assim era ele... Meu prazer e minha paz. Me fazia tão bem, me tirava da vida vazia, da vida sem graça. Ele era tão meu. Me transmitia segurança, me dava carinho. Até bravo ficava lindo e eu era a mulher mais babona do mundo. E assim íamos nós, sem a certeza de nada a não ser do presente. Éramos amigos, éramos parceiros. Fazíamos amor. Nos abraçávamos. Nossas pernas se encaixavam perfeitamente, nossos braços eram de medidas diferentes, mas brigavam em igualdade por quem conseguia acariciar e apertar mais e mais. Nossos corpos tinham temperaturas iguais. Éramos muito parecidos. Gostávamos das mesmas coisas. Um admirava o outro. Era tudo recíproco. As bocas, os dedos, as mesmas músicas, os mesmos amigos, as mesmas festas. E o pouco de diferente que tínhamos se encaixava como quebra-cabeça. Éramos o casal perfeito. Poderíamos até quem sabe estar juntos agora. Tínhamos tudo pra dar certo. Mas não foi assim que aconteceu. Nem sempre tem final feliz. Acabou e cada um foi pro seu lado. Colocamos um ponto final. Só que o sorriso lindo permanece aqui comigo, na minha cabeça e no meu coração até hoje. Foi um sonho tão lindo que concordo... É difícil de acordar!!! Além do que não era uma promessa. Não era um juramento. Era apenas um combinado, um trato.

domingo, 18 de dezembro de 2011

(via Manual da Mulher Resolvida)

"Acorde, garota! Você é linda, inteligente, tem um ótimo perfume e seus olhos brilham mais que um punhado de purpurina. Por que chora? Perdeu em alguma esquina seu encanto?! Ninguém pode tirar de você seu mais belo sorriso, motivo de idas e vindas saltitantes. Coloque sua música favorita para tocar, respire fundo e faça o que de melhor sabe fazer: ser você."


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Eu queria ser durona quando necessário. Eu queria ser firme quando preciso. Eu queria não gostar das pessoas que me fazem sofrer. Eu queria parar de sonhar tanto, de acreditar tanto, de me iludir tanto. Tudo bem que os emotivos vivem bem mais, mas os emotivos também sofrem bem mais. Eu queria ser racional, daquele tipo errou comigo, adeus. Eu queria ser do tipo que não se importa com quem não vale a pena. Eu queria ser menos chorona e mais mulher fatal. Ninguém gosta de muito agrado e eu não sei porque insisto nisso. Tudo bem, já vivi, já me emocionei, já presenciei coisas maravilhosas. Mas chega de sonhos, embora eu seja uma eterna sonhadora, eu estou cansada de sonhos, de fantasias, de utopias. Eu quero algo que me faça vibrar, só coração acelerado não me basta mais, eu quero coração realizado. Chega de relembrar maravilhosos momentos, eu quero poder vivenciá-los quando eu quiser e bem entender. Eu prefiro poucas fotos e mais ações, quero menos telefonemas e mais susurros... E quero agora!! Chega de ficar relembrando passado e sonhando com futuro. Eu apenas quero vida real.
Sou um mix de fortes emoções e não conceitos baseados em palavras alheias,
Poderia dizer que sou a melhor pessoa do mundo e tudo não passar de belas palavras ou marketing pessoal, Pois é muito fácil dizer que somos o suficiente, que temos boas intenções ou que somos "semi-virgens", mas nada disso valeria se minhas atitudes mostrassem ao contrário, No entanto, prefiro transmitir o que minha alma e meu coração pretendem, deixar que me descubram como essência, que conquistas e conceitos sejam aliados ao meu comportamento, Caso eu contrarie algum tipo de prerrogativa ou desafie conceitos hipócritas alheios, vou me garantir usando minha maior prioridade de vida, a de manter-me sempre feliz, ignorando rótulos moralistas e gente mal comida. Porque minha autoestima é inabalável, minhas atitudes são o que me comprovam e tenho dito!